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Festival de Brasília consagra Perdão, Mister Fiel

O 42 Festival de Brasília do Cinema Brasileiro consagrou Perdão, Mister Fiel do cineasta e jornalista Jorge Oliveira, com o prêmio de melhor filme escolhido pelo júri da Câmara Distrital, numa disputa com dezenas de outros filmes. O evento se encerrou no dia 24 de novembro. O documentário, de 95 minutos, conta a história do operário Manoel Fiel Filho, natural de Quebrangulo, morto no dia 17 de janeiro de 1976 nos porões do DOI-CODI de São Paulo, durante a ditadura militar.

Após a exibição do filme, que ocorreu no dia 19 (quinta-feira), o governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho, prometeu que o estado vai homenagear dona Thereza, viúva de Fiel, e as suas duas filhas, na estréia do documentário em data ainda a ser marcada para ocorrer em Maceió.

Perdão, Mister Fiel foi o filme que mais repercutiu no  Brasil e no exterior, depois da sessão em que foi aplaudido de pé por centenas de pessoas que lotaram a sala do cine Brasília, onde foi exibido.  Um dos trinta depoimentos, o do agente do DOI-CODI, Marival Chaves, deixou a platéia perplexa com a revelação de que os presos políticos eram  esquartejados nos porões da repressão.

Outros depoimentos de três personalidades políticas como Fernando Henrique Cardoso, José Sarney e o presidente Lula tiveram importância fundamental para que as pessoas que assistiam ao filme compreendessem melhor como ocorreu à luta pela redemocratização do Brasil.

A repercussão do filme foi intensa no Brasil e no exterior. Aqui, os principais jornais e revistas abriram  amplas reportagens para discutir o documentário.  Televisões e rádios noticiariam o filme, ouvindo políticos e defensores dos direitos humanos, que pretendem pedir a reabertura dos casos dos desaparecidos envoltos ainda em mistério até hoje.

Na  Argentina, no Chile e no Uruguai, países que viveram sob a ditadura nos anos 70 e 80, foram reproduzidas imagens do filme, assim como ocorreu na Espanha. Em todo o Cone Sul o filme foi analisado e debatido por jornalistas e críticos de cinema que viram no documentário um instrumento para que o Brasil reabra seus processos para apurar e denunciar os que morreram sob tortura e tiveram seus corpos  esquartejados.

“Quando vi os aplausos e a reação emocionada do público ao filme, não tive mais dúvidas quanto ao sucesso do documentário”, disse o diretor Jorge Oliveira, que se prepara para viajar para Cuba, onde o filme deverá ser exibido no festival que ocorrerá no início do próximo ano em Santiago de Cuba.

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